Pauta Distribuição: Redesign de Portal B2B com regras críticas de negócio

Visão geral
Role: UX/UI Designer
Tipo: Portal B2B / Ecommerce para revendas
Stack: Figma (design system, componentes, handoff documentado)
Foco:
Regras de negócio complexas
Checkout em etapas obrigatórias
Precificação por UF
Experiência para usuários logados e deslogados
Projeto desenvolvido em 2022: Algumas telas refletem decisões e contexto da época.
Redesign completo de um portal de ecommerce B2B com fluxo de checkout rígido, múltiplas regras fiscais e variação de preço por estado (UF).
O desafio não era reinventar a experiência — era tornar utilizável um sistema que não podia mudar sua estrutura.
Contexto
A Pauta Distribuição opera um portal de vendas para revendedores com regras comerciais e fiscais rígidas. O sistema legado impunha restrições críticas:
Fluxo de checkout fixo e não editável
Múltiplos cenários de faturamento
Variação de preço por estado (UF)
Restrições para usuários não autenticados
Antes :

Depois:


Problemas principais
Checkout sem progresso → usuários se perdiam e abandonavam
Falta de distinção entre cenários → erros de faturamento
Tabela de preços por UF ilegível → alta carga cognitiva
Fluxo rígido → impossível simplificar estruturalmente
Catálogo bloqueado → impacto em aquisição e SEO
Falta de responsividade → experiência inconsistente
Cada abandono de carrinho representava perda direta de receita e aumento da carga operacional do time comercial.
Objetivo
Reduzir fricção no processo de compra e tornar o fluxo mais claro, previsível e utilizável. Respeitando as limitações do sistema.
Estratégia de UX/UI
A abordagem foi incremental, focada em melhorar a experiência sem alterar a estrutura existente.
Princípios:
Clareza acima de simplificação impossível
Hierarquia visual como ferramenta de entendimento
Feedback constante ao usuário
Separação explícita de contextos
Revelação progressiva de informação
Percurso
1. Diagnóstico
O portal concentrava múltiplas etapas em páginas longas e pouco estruturadas. Usuários não sabiam:
onde estavam no fluxo
o que faltava concluir
quais decisões impactavam o pedido
2. Decisão sobre responsividade
Os dados indicavam uso majoritário em desktop.
A decisão foi:
Não adotar mobile-first
Não tratar mobile como secundário
Projetar
desktop e mobile em paralelo
Cada tela foi desenhada simultaneamente para ambos os contextos, respeitando comportamento, leitura e limitações.
Resultado: duas experiências consistentes (não adaptações).
3. Colaboração com engenharia
Trabalho contínuo com o time da Tiki:
Validação técnica antecipada
Ajustes de interface com base no backend
Redução de retrabalho
Design e desenvolvimento evoluíram juntos ao longo do projeto.
Trabalhando com restrições
O checkout era o ponto mais crítico.
A estrutura obrigatória era:
Carrinho → Transportadora → Pagamento → Cliente → Faturamento
Essa sequência não podia ser alterada.
Solução:
Em vez de mudar o fluxo, melhoramos a compreensão do fluxo:
Indicador visual de progresso
Etapas claramente separadas
Feedback de etapa ativa e concluída
Organização vertical das informações
Redução de ambiguidade nas decisões
Soluções implementadas
1. Novo checkout estruturado
Stepper visual com progresso claro
Resumo da compra persistente
Separação lógica entre etapas




2. Separação de cenários de faturamento
Escolha explícita entre:
Comprar para revenda
Comprar para cliente final
Incluindo:
Busca de cliente
Cadastro
Regras de comissão
3. Catálogo com revelação progressiva
Deslogado:
Produtos sem preço
Logado:
Preços por UF
Quantidade direto na listagem
4. Redesign dos cards de produto
Antes:
Tabelas densas e difíceis
Depois:
Estrutura por linha
Hierarquia visual clara
Leitura mais rápida
5. Design System
Componentes reutilizáveis
Padronização de estados
Estrutura escalável








Entregáveis
Design system completo
Protótipos navegáveis
Checkout redesenhado
Componentização pronta
Handoff documentado
Entregáveis
Mesmo sem métricas pós-lançamento, validações qualitativas indicaram:
Redução da confusão no checkout
Usuários completaram pedidos sem ajuda
Fluxo mais previsível
Melhor entendimento das etapas
Além disso:
Redução de erros de faturamento
Base pronta para evolução do produto
Estrutura escalável para regras complexas
Aprendizados
Clareza é mais importante que simplificação em sistemas complexos
Nem todo fluxo pode ser reinventado, mas pode ser melhor compreendido
Parceria com engenharia define a qualidade do resultado
Design system é infraestrutura, não estética
Conclusão
Esse projeto reforçou que design não é apenas criar experiências ideais, é tornar sistemas complexos utilizáveis dentro da realidade existente.
A melhoria não veio da mudança das regras, mas da forma como elas foram apresentadas.





